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ITV e Museu Goeldi lançam livro sobre a biodiversidade e a história natural da Serra de Carajás

A Floresta Nacional Carajás (Flona), no sudeste paraense, abriga uma das maiores províncias minerais do mundo, com ecossistemas vegetais peculiares conhecidos como cangas ou campos ferruginosos. É neste ambiente, ainda pouco conhecido do grande público, que pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG) dedicam grande parte de suas pesquisas, seja em campo ou em laboratórios. O objetivo é construir um rico e sistematizado estudo sobre este importante bioma amazônico. Parte deste trabalho está ilustrado no livro “Paisagens e Plantas de Carajás”, lançado hoje (14/12), no auditório do Centro de Visitantes do Parque Zoobotânico Vale (PZV), na Serra dos Carajás, em Parauapebas. O livro foi lançado também na terça-feira (12/12), na sede do ITV, em Belém.

O livro trata da evolução da Serra dos Carajás e de suas plantas, com ênfase na Floresta Nacional de Carajás. Dividido em capítulos, com tradução para o Inglês, a obra mostra a formação geológica do relevo de Carajás, a formação das paisagens atuais e se dedica às plantas que lá ocorrem, passando pelas interações com os animais que ali vivem, especialmente os que polinizam as flores e os que dispersam as sementes, além de situar a importância ecológica das cavernas preservadas que existem na região.

O livro foi organizado pela pesquisadora botânica Daniela Zappi, do ITV, com textos escritos por ela, juntamente com os pesquisadores Pedro Walfir Martins Sousa, Clovis Maurity, Ana Maria Giulietti, Vera Fonseca, Guilherme Oliveira, Rodolfo Jaffe  (que integram o Programa de Botânica do ITV), Pedro Viana e Nara Mota, ambos do MPEG. 

O Museu Goeldi é a instituição pioneira na investigação científica sobre a flora de Carajás, com a primeira expedição de coleta na região realizada em 1969 e sempre contou com a parceria da Vale. Há três anos, o convênio entre o MPEG e o ITV para desenvolvimento do projeto “Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil” foi um passo novo e decisivo para ampliar o estudo da vegetação das cangas. Os resultados obtidos pelo projeto,coordenado pelos doutores em Botânica, Pedro Viana (MPEG) e Ana Maria Giulietti (ITV) são expressivos e podem ser conferidos na publicação “Flora das cangas das Serras dos Carajás”. O estudo foi dividido em quatro volumes e são publicados como fascículos especiais da Revista Rodriguésia, do Jardim Botânico, do Rio de Janeiro. A revista é considerada uma das mais importantes e tradicionais publicações da área de botânica. Dois fascículos já foram publicados, um em dezembro de 2016 e outro em agosto de 2017. O número total de espécies da flora de Carajás, quando concluído o levantamento, deverá chegar a aproximadamente 1000 espécies, superior a 10% do total referido para o Estado do Pará

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Ipomoea Cavalcantei ( A Flor de Carajás) – Pedro Viana

Já o livro “Paisagens e Plantas de Carajás” embora traga o rigor da pesquisa cientifica, o assunto é abordado de forma mais leve, como explica a pesquisadora Vera Fonseca, coordenadora da área de Biodiversidade e Serviços do  ITV:  “em todos  os capítulos, fazemos a ponte entre o conhecimento da academia e o interesse geral sobre o tema, mas sem dúvida,  as ilustrações e fotografias ajudam a tornar mais próximo este conhecimento do grande público”, observa a pesquisadora.

A edição do “Paisagens e Plantas de Carajás” é de 3.000 exemplares e estará disponível para download no site do ITV, no endereço eletrônico www.itv.org.

Sobre a Flona

A Floresta Nacional de Carajás integra o Conjunto de Unidades de Conservação de Carajás protegidas pelo Instituto de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio da Vale, que desenvolve pesquisas, programas de monitoramento e um programa de recuperação de áreas. Em julho de 2017 parte da área da Flona, correspondente à Serra do Tarzan e  à Serra da Bocaína, foram associadas para formar o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, onde as plantas dessas duas áreas terão proteção permanente.

MPEG

O Museu Paraense Emílio Goeldi é a instituição de pesquisa mais antiga da Amazônia, fundada em 6 de outubro de 1866. Atualmente, é um instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A instituição é pioneira nesses estudos na Amazônia e tem atuação constante em estudos científicos na região de Carajás, não apenas na área de Botânica, mas também em Zoologia, Arqueologia e outras especialidades.

 

ITV

Há oito anos, a Vale criou o Instituto Tecnológico Vale (ITV), com o objetivo de buscar soluções inovadoras de médio e longo prazo, que auxiliem o desempenho operacional da empresa e gerem mudanças fundamentais nas estruturas de negócios com respeito ao meio ambiente e às comunidades. O ITV mantém duas unidades: uma em Belém (PA), especializada em questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável; e outra em Ouro Preto (MG), voltada a temas ligados à mineração.

Vale

A Vale começou sua principal atuação no sudeste do Pará em 1985, na operação do Projeto Ferro Carajás. Neste ano, a empresa completa 50 anos da descoberta da maior jazida de ferro na região de Carajás. Além das minas em operação na Serra Norte, em Carajás (Parauapebas), a empresa opera também uma mina em Serra Leste (Curionópolis), além de operações em Marabá, Canaã dos Carajás e Ourilândia do Norte. A mais recente operação da Vale no estado é o Complexo S11D Eliezer Batista, na Serra Sul, inaugurado em 17 de dezembro de 2016. A empresa tem mostrado que é possível conciliar a atividade mineral com respeito ao meio ambiente.

Desde que a Vale iniciou suas atividades na região, a empresa ajuda a proteger conjunto de cinco Unidades de Conservação, que inclui a Floresta Nacional (Flona) de Carajás, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As operações da empresa ocupam menos de 2% dos 765 mil hectares que formam esse conjunto.  O apoio da empresa foi fundamental para evitar que outras atividades avançassem sobre a cobertura vegetal do entorno. As atividades de proteção envolvem fiscalização, pesquisa, combate a extração de madeira e garimpo ilegal, prevenção e combate a incêndios, além de educação ambiental, com investimento de cerca de 20 milhões por ano.

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