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O PARAENSE E A RELAÇÃO DE AMOR COM O ISOPOR DURANTE AS VIAGENS

Em 2015, logo após viver a experiência do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o padre Fábio de Melo postou em uma rede social, uma foto com um isopor e dentro dele litros de sorvete de açaí. “O cuidado com o isopor é tão intenso, como se nele tivesse um par de rins”, brincou o religioso. A atriz Maitê Proença também foi fotografada no aeroporto internacional de Belém levando com ela dois isopores com iguarias, quando retornava de uma viagem à capital paraense. Quem pensa que esse é um costume apenas dos famosos, se engana.
“Quando a gente sai de Belém para outros aeroportos, as pessoas veem a gente e perguntam: ‘ah, vocês são do Pará?’ É sempre assim. Esse costume de levar isopor é bem a cara do paraense mesmo. Onde tem isopor, pode contar que tem gente do Pará”, assegura Ivaneide Souza. Ela admite: carrega a identidade da culinária belenense dentro do isopor. Leva tucupi, açaí, farinha, maniva e outros produtos para onde for.
Além do isopor, histórias e situações divertidas também fazem parte das viagens dos paraenses. O advogado Tiago Lopes viajou para o Rio Grande do Norte e levou açaí, farinha, maniva e a cachaça de jambu. Com a maniva, preparou a maniçoba e conta que “foi recepcionado muito bem pelos anfitriões, se levar em conta a apresentação da maniçoba. Enquanto uns não suportaram, outros não queriam dividir com ninguém!”. O sucesso ficou por conta da cachaça de jambu. “Tiveram um susto muito grande com a dormência na boca. Tinha gente desesperada com a boca dormente, outros com medo de não conseguir falar”, recorda, rindo, o advogado.
A paraense Josevane Cunha, de 33 anos, esperava o voo para João Pessoa, no estado da Paraíba. Com ela, o isopor e nele, açaí e polpa de cupuaçu. “Estou levando para uns amigos lá em João Pessoa. Eles têm curiosidade de provar as coisas da culinária de Belém, pois nunca vieram por aqui”, conta a auxiliar administrativa. “Eles ainda pediram andiroba e copaíba, mas com a pressa para a viagem, acabei esquecendo”, brinca Josevane. O açaí que embarcou para João Pessoa foi do tipo “grosso”, o mais cobiçado entre os belenenses.
O despacho do isopor também pode causar espanto na hora de verificar o peso. A jornalista Rose Nascimento é paraense e mora em Florianópolis. Ela conta que certa vez o valor do despacho era quase igual ao valor da passagem. “É isso que dá ir aí [em Belém] e querer trazer o Estado”, se diverte a jornalista. Outro problema são os alimentos que podem ou não embarcar. “Alimento perecível não pode circular de um estado pra outro, a não ser os congelados. A estratégia é colocar embaixo das polpas e torcer para que no aeroporto não abram o isopor. Além do valor que as companhias cobram a gente ainda passa por essa insegurança”, relata Rose Nascimento.
Como fazer uma viagem sem imprevistos – Para fazer uma viagem pai d’égua e sem problemas com o isopor é preciso ter alguns cuidados. O açaí, o tucupi, sucos e polpas de frutas devem ser congelados antes da viagem. Sabe aquele caranguejo vendido em polpa e o camarão? Eles também devem ser congelados e mais: se estiver no período do defeso, quando eles ficam protegidos para a reprodução, é proibido levar na viagem. Aí não tem jeito. Vai ter que deixar no aeroporto.
O famoso molho de pimenta de cheiro (sim, aquela poderosa), também não pode embarcar. Com a pressão causada pelo voo, a garrafa pode estourar e, se o líquido vazar, é possível que haja danos no avião. E o limite do peso é de 23 quilos no máximo. Passando disso tem que pagar adicional de bagagem. Para quem viaja de ônibus é necessário perguntar para a empresa responsável pela viagem sobre os limites de peso e a possibilidade ou não de embarcar o isopor, pois algumas empresas não permitem esse tipo de bagagem. Seguindo as dicas, a viagem vai ser tranquila.

(agenciabelem.com.br)

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